Blog do Roberto Silva


VENCE O FLUMINENSE!

Veja o vídeo da vitória do Fluzão sobre o Boca Juniors:

Com toda justiça o Fluzão está na final da Taça Libertadores 2008. O time inconstante do Carioca, que foi capaz de empatar com Macaé e Boavista em pleno Maracanã e não classificou-se para nenhuma final de turno, parece que ganhou "forma" de equipe, com consistência e a confiança da torcida. Deu mostras de amadurecimento nestes jogos contra São Paulo e Boca Juniors e além disso, está acompanhado de sorte. Importante ressaltar que, mesmo tendo feito a melhor campanha na competição, o time tem sabido jogar de acordo com o regulamento, como fez no segundo jogo contra o Atlético Nacional no Maracanã, quando sabia que era melhor que o adversário, mas fez o placar mínimo, evitando a exposição desnecessária e eventuais surpresas. Uma equipe aparentemente sem vaidades, com os setores solidários entre si, "dando" sempre algo mais de cada um e dessa forma alguns jogadores tiveram importantes funções e atuações destacadas como Fernando Henrique, Thiago Silva, Junior César, Cícero e Conca, principalmente e específicamente no jogo desta quarta contra o Boca.

Um dos maiores times da história do clube, o do tri 83/84/85, tem muito a ver com a equipe atual, apesar das realidades distintas: Naquela época o clube adotou a política do bom, bonito e barato, trazendo jogadores desconhecidos como Branco, Aldo, Tato e Jandir e montando um grupo forte e vencedor. No time atual, apesar do patrocinador do clube não medir esforços para reforçar o time, chegaram jogadores que não eram muito "badalados" como Thiago Silva, Thiago Neves e Cícero, mas tem sido jogadores diferenciados. Os maiores "medalhões" que foram contratados nem estão mais no clube: Gustavo Nery e Leandro Amaral. Os reforços de Washington, Dodô e Conca também foram importantes para que o trabalho tivesse êxito.

Importante também a decisão da comissão técnica em utilizar o grupo considerado titular nos jogos da Libertadores, poupando os jogadores dos jogos do início do Campeonato Brasileiro, porque assim o foco fica todo voltado para a competição mais importante do futebol do clube em 2008.

Ainda falta o LDU do Equador, mas as coincidências estão a favor do Fluminense: Há dez anos um time carioca conquistava a Libertadores (Vasco) eliminando na semifinal um time argentino (River Plate) e vencendo uma equipe equatoriana na final (Barcelona de Guayaquil).

Pelo menos na sorte e a na coincidência o torcedor tricolor tem motivos para colocar o chopp para gelar.

 



Escrito por Roberto Silva às 02h20
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ENTREVISTA DA SEMANA

EDGARD LIMA

Veja vídeos de Edgard:

 

A entrevista desta semana é com Edgard Lima, atacante, 28 anos, natural de Santos-SP, artilheiro do Campeonato Paulista da segunda divisão em 2007 pelo Jabaquara com 18 gols. Edgard acabou de ser campeão na Síria pelo Al-Karamah. Em nossa conversa, Edgard revelou sua curiosa trajetória no futebol.

BRS- Como iniciou sua carreira no futebol?
Edgard- Minha história é inédita, se contar você não vai acreditar: Joguei nas divisões de base da Portuguesa Santista e Santos-SP. Parei de jogar futebol aos 19 anos e comecei a trabalhar. Aos 23 anos entrei para a COSIPA (Siderúrgica em Cubatão, cidade vizinha a Santos). Trabalhei lá por 4 anos e larguei para voltar a jogar futebol.

 

BRS- Por que você abandonou a carreira no início e em qual clube você estava?
Edgard- Estava no Santos. Tive uma contusão séria e demorei a me recuperar. O tempo passou e decidi largar.

 

BRS- Enquanto trabalhava você mantinha a forma física?
Edgard- Parei de jogar em clube, mas continuei na várzea em Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá. Nesse período disputei o Campeonato Paulista de futebol Society e consegui manter a forma, mas não esperava voltar a jogar.

 

BRS- Quem te incentivou a voltar?
Edgard- Meu pai sempre me deu muita força, me incentivava. Dizia que me ajudaria financeiramente se precisasse. Sempre tive vontade de voltar, mas faltava coragem. Meus filhos nasceram e fiquei mais temeroso ainda em voltar, mas surgiu a oportunidade e voltei.

 

BRS- E como você voltou a jogar?
Edgard- Conheci o Edinho, filho do Pelé, que me indicou para o Litoral Futebol Clube, que é o clube do Pelé em Santos. Em 2007 o Litoral fez uma parceria com o Jabuaquara para disputar a segundona paulista. O Litoral entrou com os atletas e o dinheiro para pagar as contas e o Jabaquara com o nome e o estádio.

 

BRS- E como foi a passagem por Minas Gerais?
Edgard- No final de 2007 joguei a fase final da segundona mineira pelo Varginha. Fechei para jogar 7 jogos e também para não ficar parado.

 

BRS- E como apareceu a Síria?
Edgard- Foi tudo muito rápido: Fui o artilheiro da segundona paulista de 2007 e tinha alguns times interessados, mas recebi a proposta do Al-Karamah pouco antes do Carnaval. Era a melhor proposta financeira. Cheguei à Síria no dia 2 de fevereiro, treinei no dia 3 e asinei o contrato no mesmo dia, por 5 meses, prorrogável por 2 anos.

 

BRS- Como foi a estória do beijo que você recebeu do seu companheiro de time após o primeiro gol?
Edgard- Eles beijam no rosto em forma de cumprimento, daí fiz meu primeiro gol e me deram beijo no rosto. Achei estranho para caramba porque nunca tinha passado por isso antes. Vou correr para comemorar e correr deles também (risos)

 

BRS- E o fato de comer com a mão?
Edgard- Aqui tem esse negócio de comer com a mão. Acho que é a religião deles. Fazem muito isso em suas casas, mas nós, eu e Fabão (o outro brasileiro do time), comemos com garfo e faca.

 

BRS- Quais as dificuldades dentro e fora do campo?
Edgard- Fora de campo é a comunicação, porque não falo inglês. Dentro de campo eles olham os estrangeiros com muita desconfiança, acho que talvez achem que vamos "roubar" o lugar deles.

 

BRS- Algum sonho a ser realizado no futebol?
Edgard- Meu sonho é jogar com estádio cheio e gritando meu nome, como aconteceu quando marquei meu primeiro gol aqui na Síria. Tinham 40 mil pessoas no estádio e gritaram meu nome. Foi de arrepiar!

 

BRS- Quais seus planos de imediato?
Edgard- Matar a saudade da minha esposa, dos meus filhos, dos meus familiares e continuar na batalha atrás de um clube. Espero arrumar alguma coisa para jogar no Brasil, mas se não der volto para o exterior (Edgard não permanecerá na Síria. No Al-Karamah, seus concorrentes no ataque eram os 2 atacantes da seleção da Síria e o técnico também é da seleção)

 

BRS- Qual a mensagem para o amigo internauta que acessa o blog do Roberto Silva?
Edgard- Obrigado Roberto e a todos os internautas que sempre acompanham o que acontece com os jogadores brasileiros no exterior.



Escrito por Roberto Silva às 00h47
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