Blog do Roberto Silva


ENTREVISTA

OLIVEIRA - ALIANZA (EL SALVADOR)

No início da carreira ele era conhecido como Gerry (em razão do seu pai gostar das músicas do cantor Jerry Adriani), depois passou a ser conhecido como Gerry Oliveira, posteriormente Zé Oliveira e finalmente Oliveira. O atacante de 32 anos goza de muito prestígio no futebol de El Salvador (pequeno país localizado na América Central com pouco mais de 7 milhões de habitantes), onde chegou para jogar em 2008, no C.D Águila. Oliveira iniciou sua trajetória profissional no Itapipoca E.C., da cidade cearense de Itapipoca (terra natal do palhaço e Deputado Federal mais votado do país, Tiririca). Teve passagens por União Barbarense, Rio Branco-SP, Osasco-SP, Roma-PR, CTE Colatina-ES, Serra-ES (no Brasil); C.D Águila, Municipal Limeño e Alianza (em El Salvador). Oliveira foi o maior artilheiro na temporada 2009/2010 em El Salvador marcando 20 gols (9 no Apertura e 11 no Clausura). Nessa entrevista, Oliveira nos contou um pouco sobre sua carreira profissional e seu dia a dia em El Salvador.

Nome: José Oliveira de Souza

Idade: 32 anos (19/03/1978)

Local de nascimento: Itapipoca-CE

Clubes: Itapipoca-CE, União Barbarense-SP, Rio Branco-SP, Osasco-SP, Roma-PR, CTE Colatina-ES, Serra-ES, C.D. Águila-El Salvador, Municipal Limeño-El Salvador e Alianza-El Salvador.

 

Vídeo com gols e jogadas de Oliveira em clubes no Brasil:

 

BRS- Você começou no pequeno Itapipoca-CE e chegou a São Paulo através do treinador Lula Pereira. Como é sua relação com ele hoje?
Oliveira- Na verdade perdi o contato comele há alguns anos, porém guardo um carinho enorme por ele. Devo muito da minha carreira a ele.

 

BRS- Você fez parte de uma geração talentosa e promissora no Rio Branco-SP, juntamente com Marcos Senna, Anailson e Sandro Hiroshi. O que representou o Rio Branco de Americana em sua carreira e como foi jogar ao lado desses jogadores?
Oliveira- Lá foi o começo de tudo, cheguei aos 18 anos. Foi lá que aprendi meus conceitos de atleta e homem. Hoje olho para tráz e vejo o quanto o Rio Branco foi importante na minha formação, tanto profissional e pessoalmente. Além de ter aprendido muito com grandes jogadores que passaram por lá como Alexandre Gaúcho (ex-Grêmio-RS e Botafogo-RJ), Maxsandro (zagueiro), Narcísio (atacante campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995), Marcos Senna. Além de Anailson e Sandro Hiroshi, que já faziam parte das seleções brasileiras de base. Foram tempos de aprendizado que trago até hoje comigo.

 

BRS- Como surgiu a proposta para jogar em El Salvador?
Oliveira- Em 2008 fui campeão capixaba pelo Serra, com o treinador Paulo Marcos, hoje no Americano-RJ, também fui artilheiro do campeonato e um empresário carioca, Alessandro Moresche estava em Vitória, em parceria com dois capixabas, Gilmar e Cerezo, e me viram jogar a final. Fui bem, me fizeram o convite para jogar em El Salvador e de pronto aceitei e este foi o início de três anos de muitas vitórias, graças a Deus.

 

Vídeo com gols e jogadas em El Salvador:

 

BRS- Em 2008, seu primeiro ano em El Salvador, você atuou pelo C.D. Águila, que é o segundo maior vencedor da Liga Salvadorenha com 14 títulos, atrás apenas do C.D. FAS, com 17 títulos. Como é a estrutura do Águila e como foi seu início em El Salvador, tanto profissional quanto pessoalmente?
Oliveira- Como todo início não foi fácil: Não falava espanhol e para completar a pré-temporada foi nos EUA e também não falava nada em inglês, mas como futebol tem sua própria linguagem, me adaptei muito rápido. Quanto a estrutura, o Águila tem seu próprio estádio, a torcida mais apaixonada do país e me deu ótimas condições de trabalho. Guardo momentos lindos de lá.

 

BRS- A temporada 2008/2009 foi de razoável boa para o Águila, pois a equipe fez a segunda melhor campanha geral (Apertura-2008 e Clausura-2009). Apesar de ter sido eliminado no Apertura-2008 nas semifinais pelo Chalatenango, você terminou a competição na vice-artilharia com 9 gols (atrás apenas do atacante hondurenho Carlos Ayala, do Chalatenango, com 11 gols). Porém no Clausura-2009 a equipe teve uma campanha razoável e você marcou poucos gols. O que aconteceu?
Oliveira- Em 2009 chegou um treinador argentino (Pablo Centrone) e na reapresentação na volta das férias ele me disse que não trabalharia com brasileiro, porque brasileiro nunca havia dado resultado quando trabalharam juntos. Eui tinha uma proposta do Luis Angel Firpo (outra equipe salvadorenha) e fui conversar com o presidente do Firpo, que estava disposto a fazer uma troca, dando dois jogadores ao Águila por mim, um deles inclusive argentino. O treinador argentino do Águila gostou da idéia, mas o presidente não e acabei ficando no Águila durante o Clausura e quase não jogava. O treinador argentino foi embora e eu passei a jogar, tive média de um gol por jogo, mas aí já era tarde e não nos classificamos para as semifinais do Clausura-2009 (o Águila terminou em quinto)
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 Vídeo com gols de Oliveira em El Salvador:

 

BRS- Em seguida, no Apertura-2009, você foi jogar pelo modesto Municipal Limeño, clube que nunca conquistou a Liga Salvadorenha. Quais motivos o fizeram trocar de clube e como era a estrutura do Limeño em relação ao Águila?
Oliveira- Sinceramente, fui única e exclusivamente pelo dinheiro. Um americano comprou o Municipal Limeño e estava colocando muito dinheiro lá, contratou seis jogadores da seleção salvadorenha e não pensei duas vezes e fui para lá. Porém o time não tinha estrutura, o campo era pequeno, jogávamos as duas e meia da tarde em um calor de 40 graus. Foi difícil, mas pagava-se em dia, bons prêmios e eu fiz muitos gols. Foi bom, mas não voltaria (risos).

 

BRS- Na mesma competição você foi novamente vice-artilheiro pelo pequeno Municipal Limeño com 9 gols (atrás apenas do salvadorenho Wilian Reyes, do FAS e do panamenho Nicolas Muñoz, do Vista Hermosa, ambos com 11 gols). Que balanço você faz da campanha da equipe e a sua em particular na competição?
Oliveira- Foi uma campanha mediana, a cada 4 jogos trocava de treinador, mas mesmo assim consegui fazer gols importantes e logo surgiu a proposta do Alianza, clube da massa, da capital do país, com uma grande estrutura, tem um bom centro de treinamento, joga com estádio sempre cheio e no mesmo estádio da seleção salvadorenha. Inegavelmente um nível melhor.

 

BRS- No Clausura-2010 você foi jogar pelo Alianza, clube considerado grande no país. Porém a campanha da equipe foi de razoável a ruim, entretanto você finalmente conquistou a artilharia isolada da competição com 11 gols. Qual o significado pessoal dessa conquista?
Oliveira- Depois de três competições "batendo na trave", chegou meu momento e valeu a pena o título de artilheiro. Parecia que a artilharia estava guardada para ser no time do povo. Aproveitei muito, não podia nem sair às ruas, era a maior loucura com os torcedores. Me ajudou também a fechar bons patrocínios e um bom contrato.

 


Oliveira despedindo-se dos companheiros do Alianza

 

BRS- Em seu último campeonato disputado em El Salvador, o Apertura-2010, o Alianza, até então seu clube, foi bem, porém você se viu obrigado a deixar o clube antes do término da competição por problemas particulares, retornando ao Brasil. O clube fez uma bonita e justa homenagem a você na despedida. Qual seu sentimento na despedida dos companheiros e o que você espera do seu futuro no futebol salvadorenho?
Oliveira- Foi difícil largar a equipe no seu melhor momento, mas como sempre digo, a família é sempre mais importante e hoje tenho a certeza que foi a decisão mais acertada. Quanto a despedida foi tudo maravilhoso, o clube fez tudo por mim e faz até hoje, foi lindo: metade do time chorou e eu também, recebi mensagens de apoio de todo país, de torcedores de vários clubes e me emociono só de lembrar, mas a vida segue e agora estou no Brasil com minha família e espero que em janeiro esteja tudo resolvido e que eu possa fazer uma das coisas que mais amo que é jogar futebol.

 

BRS- Quais seus planos a curto e médio prazo na carreira?
Oliveira- A curto prazo é descansar com minha esposa, que está grávida do Daniel (o nome que será dado ao bebê) e a médio prazo é voltar a desempenhar minha profissão já que está chegando mais um "comedorzinho de rapadura" (risos)

 

BRS- Você esperava todo esse sucesso com a mídia e a torcida em El Salvador?
Oliveira- A gente sempre pensa em fazer sucesso, mas não imaginava que seria assim. Agradeço muito a Deus, à minha esposa que largou a profissão de fisioterapeuta aqui no Brasil para me acompanhar e claro a todos os meus companheiros atletas.

 

    
Oliveira em duas capas da revista esportiva El Gráfico 

 

BRS- Quais são os espelhos profissionais em sua carreira, jogadores atuais ou do passado que você admira?
Oliveira- Gosto do Ronaldo "Fenômeno", do Evair, que jogou no Palmeiras e Ézio, que jogou no Fluminense.

 

BRS- Alguém que mereça uma citação, agradecimento na construção da sua carreira?
Oliveira- Agradeço a Deus, a minha família, à minha esposa e a todas as pessoas que me ajudaram de um modo geral, sem citar, já que foram muitos.

 

 

A entrevista com José Oliveira foi a 32ª entrevista realizada por nosso blog. Se você quiser acessar a todas as entrevistas é só clicar: www.blogdorobertosilva.zip.net/entrevistas



Escrito por Roberto Silva às 15h12
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PARABÉNS FLUZÃO CAMPEÃO BRASILEIRO

Parabéns à diretoria do Fluminense, por ter contratado Muricy, um treinador vitorioso e competente, bem como seu preparador físico Ronaldo Torres, que  classifico como o melhor do Brasil. Por ter mantido e confiado na base que ajudou a livrar o time do rebaixamento ano passado, muitos deles chegaram a ter suas qualidades técnicas postas em dúvida como Mariano, Gum, Diguinho, Marquinho e Ricardo Berna e em 2010 deram a volta por cima, mostraram futebol de qualidade e ajudaram a equipe nessa conquista. Por ter contratado jogadores que foram importantes nesta conquista como Emerson, Washington, Deco e Carlinhos.

Parabéns a comissão técnica, que soube unir o grupo e dar moral aos jogadores depois dos fracassos no Carioca e na Copa do Brasil.

Parabéns aos jogadores, que lutaram muito em busca do objetivo, mesmo que em algumas partidas consideradas fáceis a equipe tenha "cochilado" e perdido pontos importantes, como nos jogos recentes contra os rebaixados Grêmio Prudente e Goiás, entretanto, na média, o time soube administrar bem os tropeços e conquistou de forma merecida a competição mais importante do futebol nacional.

E finalmente parabéns à torcida tricolor, que finalmente pode comemorar um título a altura de sua grandeza, esquecendo títulos como a série C de 1999, que jamais deveria estar nas Laranjeiras, desentalando assim o verdadeiro grito de "É CAMPEÃO DO BRASIL", que estava preso havia 26 anos!

PARABÉNS FLUMINENSE, DIGNO, LEGÍTIMO E VERDADEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2010.



Escrito por Roberto Silva às 19h48
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