Blog do Roberto Silva


ENTREVISTA

ZALTRON - MES KERMAN (IRÃ)

O papo dessa vez foi com o atacante Zaltron.
Gaúcho de Cruz Alta, 30 anos, Zaltron está atuando desde 2007 na equipe do Sanat Mes Kerman, do Irã. Oriundo das categorias de base do Grêmio-RS, Zaltron teve passagens por diversas equipes do futebol brasileiro, principalmente de São Paulo e Santa Catarina, antes de chegar ao Mes Kerman, que conta além de Zaltron, com outros dois brasileiros: os capixabas Edinho Luciano (meia-atacante) e Leandro Dias (zagueiro). Veja a íntegra do bate-papo:

FICHA DO JOGADOR:

Nome: Paulo Roberto da Silva Zaltron

Data e local de nascimento: 06/07/1980, Cruz Alta-RS

Equipes onde jogou: Grêmio-RS, Caxias-RS, Peruggia-Itália, Primavera-SP, Linense-SP, America-RJ, Bragantino-SP, Londrina-PR, Guaratinguetá-SP, União Barbarense-SP, Ituano-SP, Chapecoense-SC, Sertãozinho-SP, Avaí-SC e Mes Kerman-Irã

 

BRS- O início de sua carreira foi no Grêmio-RS. Porque não houve continuidade nos profissinais e o que significou o Grêmio-RS em sua carreira?
Zaltron- Significou uma grande experiência, tanto profissional quanto de vida. Fui campeão duas vezes no Grêmio e depois fui emprestado ao Caxias-RS para disputar uma Copa São Paulo de juniores e no decorrer meu contrato acabou e dei continuidade à minha carreira.

BRS- Após a saída do Grêmio você teve sua primeira experiência no exterior: Jogou um curto período no Peruggia, da Itália. Conte-nos um pouco sobre essa experiência.
Zaltron- Foi uma experiência muito boa: um grande país, um grande clube, um sonho que estava para se realizar. Acho que ainda não estava pronto para encara um time do nível do Peruggia. Foram três meses lá, na época do Zé Maria, Nakata, entre outros grandes jogadores. Acredito que tenha me faltado experiência, deveria ter ido para um time de menor expressão, as chances de dar certo seriam maiores.

BRS- Na sequencia você teve passagens rápidas por alguns clubes como Primavera-SP, Linense-SP e America-RJ. Foi um período de afirmação profissional de início de carreira?
Zaltron- Certamente foi uma afirmação profissional. O começo é sempre muito difícil, mas acabei campeão e artilheiro no Primavera-SP. Depois do Primavera fiquei bem conhecido no interior paulista.

BRS- Entre 2002 e 2007 você atuou em diversos clubes, porém de apenas três Estados: Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Das equipes que você jogou em São Paulo quais trazem melhores recordações?
Zaltron- As melhores recordações são de onde fui campeão: Primavera e União Barbarense.

BRS- Que balanço você faz de sua passagem pelo Avaí-SC em 2007?
Zaltron- O Avaí é um grande clube, uma grande estrutura, uma grande torcida. Naquela época nosso time não teve um começo legal e nem uma sequencia de vitórias. No começo foi difícil, depois que perdi um penalti a torcida me perseguiu, mas consegui dar a volta por cima e o tempo que fiquei lá foi bom.

 

 

BRS- Como surgiu a possibilidade de jogar no futebol iraniano?
Zaltron- Através de um empresário que mora na Grécia, que me contatou e pediu meu material. A comissão daqui do Kerman avaliou, entraram em contato comigo e acertamos tudo.

BRS- Hoje você está completamente adaptado ao país, porém quais foram as maiores dificuldades ao chegar ao Irã em 2007, dentro e fora de campo?
Zaltron- A maior dificuldade acho que minha e de todos que trocam de país é o idioma. Chegar em um lugar onde falam e você não entende nada é difícil demais, mas agora depois de quatro anos aqui já consigo entender muitas coisas, aí ficou tudo mais fácil.

BRS- A cultura, a religião, a política e as tradições do Irã chegaram a atrapalhar de alguma forma sua estadia no país? Já bateu aquela vontade de largar o Irã e retornar ao Brasil?
Zaltron- Cada lugar no mundo tem seus costumes e crenças e os deles não me atrapalharam em nada. Futebol é igual em todo lugar no mundo. As vezes bate uma tristeza por estar longe da família, ainda mais agora que sou pai, ficou mais difícil ainda. Mas penso sempre no futuro e tenho que seguir em frente.

BRS- Sua equipe tem apenas 12 anos de fundação e está na Iran Pro League (Liga Nacional do Irã) somente desde a temporada 2006/2007, portanto um ano antes da sua chagada. Já na temporada 2008/2009 a equipe foi a terceira colocada na Liga Nacional e na atual temporada a equipe ocupa a terceira colocação na tabela. Você acredita que chegou a hora de gritar "É campeão!"?
Zaltron- Esse ano estamos na briga pelo título e conseguir novamente vaga na Copa da Ásia, mas aqui é um campeonato difícil, muito equilibrado. Estamos no caminho certo.

BRS- Como é a relação da torcida iraniana com o futebol e em particular com você?
Zaltron- O povo aqui é apaixonado por futebol, os estádios sempre com bastante público nos jogos. Me pedem autógrafo e para tirar fotos comigo nas ruas, eles gostam muito de mim, como também dos outros brasileiros. Futebol brasileiro é amado em todo mundo e aqui não seria diferente.

Veja um gol de Zaltron pelo Mes Kerman contra o AlSadd, do Catar:

 

BRS- Quem são seus ídolos no futebol?
Zaltron- Admiro demais o Romário.

BRS- Partindo para quarta temporada no Irã, existe alguma possibilidade de naturalização sua para defender a seleção do país?
Zaltron- Não sei sobre esse assunto, mas acho que aqui é muito diícil a naturalização.

BRS- Depois de quase 100 jogos e mais de 30 gols marcados, definitivamente o Mes Kerman é o clube mais importante da sua carreira?
Zaltron- Com certeza o Irã e o Mes Kerman ficarão marcados em minha lembrança e na minha carreira. Nos dias de hoje atuar quatro temporadas em apenas um time é muito complicado, ainda mais fora do país.

BRS- Quais são seus planos a curto e médio prazo na carreira?
Zaltron- Nessa carreira é meio difícil fazer planos, mas o que mais pesa nesse momento em ficar longe é a saudade da família e da minha filha. O negócio é trabalhar e deixar os planos mais para frente.

BRS- Nesse período no Irã muitos brasileiros passaram pelo clube e pelo país. Como é a relação dos "Brazucas": vocês sempre se reúnem para colocar a resenha em dia?
Zaltron- Sempre tentamos manter contato. Aqui em Kerman as vezes nos reunimos, mas a resenha é diária nos treinamentos. Quando chegamos em casa queremos mesmo é descansar.

 

 

 

BRS- A artilharia da Liga Nacional pertence atualmente a seu companheiro de clube, o brasileiro Edinho Luciano. Esse é um objetivo que você persegue ou o mais importante é ser campeão?
Zaltron- Edinho está fazendo um belo campeonato, torço muito por ele. Já são quatro anos juntos nessa correria. Gostaria que ele fosse o artilheiro e nosso time campeão, isso seria mais importante.

BRS- Você lembra de alguma estória engraçada, curiosa ou pitoresca que tenha vivido e queira nos contar?
Zaltron- Nossa, são muitas viu? Mas vou contar uma diferente, que aconteceu no Brasil, na minha apresentação no Avaí. Tinha chegado de viagem e estava dormindo. Me avisaram que era para eu descer rápido para sala de imprensa. Eu simplesmente levantei da cama e desci, nem me liguei no calção que estava vestindo. Terminada minha apresentação, vieram me entrevistar e perguntaram sobre o calção que estava vestindo. Só então fui me ligar que me apresentei no Avaí com o calçao do União Barbarense. Foi muito engraçado!

BRS- Qual o melhor momento da sua carreira e o momento mais triste, aquele que você prefere esquecer?
Zaltron- Melhor momento foram nos títulos conquistados e nas amizades construídas. Momento de tristeza foi acreditar e confiar em quem não devia.

BRS- Alguém que de alguma forma tenha contribuído para construção da sua carreira merece uma citação?
Zaltron- Com certeza minha família, principalmente meu pai que sempre me apoiou e me deu força, até hoje.

BRS- Que mensagem você deixa para os amigos que acompanham o blog do Roberto Silva?
Zaltron- Digo para todos que acompanham esse belo trabalho do Roberto Silva (que não é fácil de fazer): Nunca desista do que você realmente quer. Só Deus tem o poder de dizer sim ou não. Corra atrás sempre...



Escrito por Roberto Silva às 18h01
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DOMINGO DE GOLS BRAZUCAS, 23/01

Um domingo de poucos gols de jogadores brasileiros mundo afora

 

BÉLGICA

Paulo Henrique, do Westerlo (3x0 STVV)

 

 

CHIPRE

Roberto Brum, do Alki Larnaca (2x0 AEK Larnaca)

 

 

COSTA RICA

Leandrinho, do Alajuelense (3x2 Puntarenas)

 

 

OMÃ

Rodrigo Félix, do AlNahda (2x1 Ahli Sadab)

 

 

GUATEMALA

Israel Silva, do Xelajú (3x0 Municipal)

 

 

Guilherme de Paula, do Peñarol La Mesilla (2x1 Suchitepéquez)

 

 

HONDURAS

Douglas Caetano, do Olimpia (3x1 Victoria)

 

MALTA

Josué (Josué Souza Santos, atacante, 23 anos, ex-Interporto-TO, Sagan Tosu-Japão), 2 gols do Qormi (3x4 Floriana)

 

 

 

Tarabai (Édison Luis dos Santos, atacante, 25 anos, ex-Oeste Paulista de Presidente Prudente-SP, Metropolitano-SC, ADAP-PR e Rio Preto-SP), do Vittoriosa Stars (2x1 Hibernians)

 

 

FRANÇA

Túlio de Melo, do Lille (1x0 Wasquehal)



Escrito por Roberto Silva às 23h28
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