Blog do Roberto Silva


ENTREVISTA

BYRO - FIESOLE CALDINE (ITÁLIA)


Luigi Rafael Andreoli, o Byro, em Reggio Calabria, na Itália

 

Nosso convidado para resenha desta vez foi o volante Luigi Rafael Andreoli, mais conhecido no Brasil como Byro.

Formado nas divisões de base do Vasco da Gama-RJ, onde profissionalizou-se em 2006 (embora a primeira chance entre os profissionais tenha acontecido em 2008), o paraense Byro tem experiência no futebol do exterior, pois após sair do Brasil, passou por Chaves, Operário e Vizela, de Portugal e Fiesole Caldine, da Itália, onde conseguiu o passaporte italiano.

Atualmente Byro reside na Bélgica e recebeu sondagens recentes do futebol holandês, uruguaio e polonês e alguns clubes brasileiros, entretanto o "guerreiro" Byro aguarda uma proposta de um novo clube para atuar em 2013.

Ficha do ateta

Nome: Luigi Rafael Andreoli

Idade e local de nascimento: 24 anos (27/01/1989), Marabá-PA.

Clubes: Vasco-RJ, Olaria-RJ, Chaves-Portugal, Operário-Portugal, Vizela-Portugal e Fiesole Caldine-Itália.

 

Vídeo com momentos da carreira de Byro:

 

BRS- Como foi seu início no futebol?
Byro- Como toda criança brasileira sempre tive o sonho de ser jogador profissional. Nasci em Marabá, interior do Pará, entretanto minha mãe é paulista e ainda criança fui para São Paulo em busca desse sonho. 

 

BRS- Como surgiu a possibilidade de vir para o Vasco da Gama?
Byro- Tudo sempre foi muito difícil em minha vida. Fiz diversas peneiras em clubes paulistas, como São Paulo, Santos e Portuguesa, mas nunca era aprovado, porém não desisti, sempre continuei acreditando. Em 2005, um olheiro que sempre me acompanhava nos jogos de bairro em São Paulo, falou comigo sobre a oportunidade de fazer testes em clubes do Rio de Janeiro. Viajamos para o Rio de Janeiro e eu fiquei em Itaboraí (região metropolitana do Rio de Janeiro) e lá minha história mudou, quando o sr. Ercy Rosa, olheiro do Vasco, me viu jogando, conversou comigo e disse que me levaria para fazer testes nos juvenis do Vasco. Fiz o teste e desta vez fui aprovado (risos). Foi uma das maiores alegrias da minha vida.

 

BRS- Para você, o que significou sua trajetória na base cruz-maltina e quais treinadores foram mais marcantes nesse período de amador do Vasco?
Byro- A base no Vasco foi uma escola em todos os sentidos: Fiz dois anos de juvenil e dois anos de juniores e ainda estudava no Colégio Vasco da Gama, dentro do clube. Cada treinador, preparadores físicos, psicólogos, membros da comissão técnica, foram marcantes para mim, a começar pelo Maurício Albuquerque, que era o treinador do juvenil em 2005 e foi quem me aprovou. Teve o Rodney Gonçalves em 2006. Em 2007 e 2008 pude aprender muito com o professor Toninho Barroso. Ter sido chamado para os profissionais do Vasco pelo professor Antônio Lopes foi uma das maiores alegrias que tive.


 
Byro com a camisa do Vasco em 2008, marcado por Petkovic, do Atlético-MG

 

BRS- Como é a sensação de defender os profissionais do Vasco e o que representou sua passagem pelo clube? Você mantém contato com algum companheiro da época de Vasco?
Byro- Lembrar de quando saí de casa e depois de muita luta, muito sofrimento, realizar um sonho, é uma sensação única e o Vasco foi o clube que me deu a oportunidade de realizar esse sonho. Em relação aos companheiros, mantenho contato sim, com o Edmundo, que sempre foi um ídolo para nós no clube; Guilherme Santos (lateral-esquerdo, atualmente no Santos); Alex Teixeira; Souza e muitos outros. Mudamos de clube, cidade, país, mas a amizade continua.

 

BRS- Como surgiu o apelido de Byro, que você acabou adotando como nome futebolístico?
Byro- Logo que cheguei ao juvenil, o prof. Maurício Albuquerque brincava me chamando de Biro-Biro (risos). Ele dizia que era em razão da semelhança dos cabelos amarelos e da posição em campo com o ex-volante do Corinthians nos anos 80. Com o passar do tempo a brincadeira pegou e todos me chamavam de Biro-Biro ou Biro. Até chegar o momento em que o pessoal do site do Vasco me procurou para fazermos uma matéria e escolhemos que seria Byro, que perdura até hoje (risos).

 

BRS- Que fatores foram determinantes para sua saída do Vasco?
Byro- Atribuo a lesão que tive no tornozelo no meu terceiro jogo como profissinal e segundo como titular: Vasco 6x1 Atlético-MG, no Brasileirão-2008. Demorei muito tempo para recuperar da lesão e um clube como o Vasco, muito competitivo, não dá para esperar, contudo, resolvemos rescindir em junho de 2009, já no meu segundo contrato com o clube, que terminaria em dezembro de 2009.

 


Mosaico de fotos com diversos momentos de Byro jogando pelo Vasco

 

BRS- O que representou sua passagem pelo Olaria? Comparativamente às diferenças estruturais dos clubes, você considerou como um recomeço na carreira?
Byro- Agradeço muito ao José Luiz Moreira e ao Paulo Angione, então diretores do Olaria, pela oportunidade que me deram. Foi sim um recomeço e foi muito válido: entrei no projeto para subirmos o Olaria em 2009, com o prof. Amilton Oliveira e conseguimos o acesso. Em 2010, com o prof. Dé Aranha, fizemos um grande Carioca, quando conseguimos vitória sobre o Vasco, empatamos com Flamengo e Fluminense e perdemos apenas para o Botafogo
.

 

BRS- Como surgiu a oportunidade de jogar em Portugal? Conte-nos como foram as experiências no Chaves, Operário e Vizela.
Byro- Depois do Carioca de 2010 surgiu o convite do Deportivo Chaves, equipe do Norte de Portugal. O Chaves era o vice-campeão da Taça de Portugal, quando perdeu para o Porto de Hulk e cia. Isso pesou muito na minha decisão de aceitar o desafio europeu. No Chaves encontrei muita dificuldade de adaptação ao frio e ao futebol europeu., mas com o tempo as coisas melhoraram um pouco. Depois parti para outro desafio, no Clube Operário, clube de uma ilha de Portugal. Ali joguei com um pouco mais de frequência e pude mostrar mais o meu valor. No Vizela fiz a pré-temporada com o clube, mas na sequencia rumei à Itália.

 

BRS- Em sua pasagem pelo futebol italiano você conseguiu a cidadania daquele país. Qual o significado dessa conquista?
Byro- Minha passagem pela Itália e ter finalizado meu processo de cidadania italiana significaram muito para mim. A realização de mais um sonho.



Byro jogando pelo Deportivo Chaves-Portugal

 

BRS- Você se arrepende de algo que fez ou deixou de fazer em sua breve carreira até o momento?
Byro- Não. Acredito que tudo que aconteceu até agora tinha realmente que acontecer e serviu de aprendizado para eu poder melhorar.

 

BRS- Quais os planos a curto prazo na carreira?
Byro- Tenho planos de voltar ao Brasil e ter um nome reconhecido. Ser lembrado pelo torcedor a cada rodada e um dia voltar a vestir a camisa do Vasco.

 

BRS- Quem são seus ídolos no futebol, na sua posição ou não?
Byro- Dunga, pela garra; Zidane, pela técnica; Ronaldo, pela superação e Edmundo e Romário, são extra séries.

 


Byro com a camisa do Clube Operário, de Portugal


BRS- Dos clubes que atuou, quais as principais diferenças entre o futebol brasileiro e o europeu?
Byro- Senti muita diferença nos treinamentos. No Brasil fazemos mais coletivos e aqui na Europa, trabalha-se exaustivamente a redução de espaços, com poucos toques na bola e isso torna o futebol aqui mais rápido e também a grama dos campos são mais baixas em relação aos campos do Brasil.


BRS- Nesses anos longe do Brasil, alguma estória engraçada, pitoresca ou embaraçosa que mereça ser contada?
Byro- Sempre acontece algo inusitado (risos). Por exemplo: no Clube Operário dos Açores, a Federação Portuguesa teve que adiar uma partida nossa por falta de atletas. Dos 21 atletas do clube, 13 contraíram uma virose por cauda da água que bebemos durante o treinamento. Assim, não foi realizada a partida.


BRS- Alguém que tenha ajudado na construção da sua carreira e que mereça citação?
Byro- Seria até injusto falar de apenas uma pessoa, por isso só tenho que agradecer a Deus, minha família que sempre me apóia, meus amigos e a todas as pessoas do futebol que trabalharam comigo.

 



Escrito por Roberto Silva às 21h20
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